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Cabo do Exército é investigado por suspeita de desviar e vender armas e munições para facções em Salvador

Cabo do Exército é investigado por suspeita de desviar e vender armas e munições para facções em Salvador

Redação Resenha News 14 de setembro de 2026 2 min de leitura

Uma investigação conjunta da Polícia Civil da Bahia e do Ministério Público da Bahia (MPBA) colocou o cabo do Exército Deivison dos Santos Ferreira sob os holofotes do combate ao crime organizado. Lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, o militar é suspeito de atuar como fornecedor de material bélico restrito para traficantes atuantes no estado.

As apurações apontam que as negociações envolviam armamentos pesados, incluindo fuzis e granadas de alto poder de destruição.

O Esquema e as Evidências

As suspeitas contra o militar ganharam força após uma grande operação policial deflagrada em abril, em um imóvel localizado no bairro de Itapuã, utilizado por criminosos para refino e armazenamento de entorpecentes. Na ocasião, a polícia apreendeu diversos aparelhos celulares.

Após análise pericial nos dispositivos, os investigadores encontraram mensagens diretas entre Deivison e Gabriel Reis Oliveira, indivíduo apontado como peça central na logística de compra e revenda de armas e drogas para múltiplos grupos criminosos.

De acordo com os relatórios da investigação:

  • Uso de códigos: O militar utilizava emojis em aplicativos de mensagens para tentar ocultar sua real identidade durante as conversas criminosas.

  • Erros primários: Apesar do disfarce, a identidade foi confirmada porque o cabo forneceu seus dados pessoais reais, como o CPF e sua chave Pix pessoal para receber os pagamentos ilícitos.

  • Volume negociado: Apenas com uma das células criminosas, estima-se que o cabo tenha negociado cerca de mil munições de fuzil de calibres pesados, como 5.56 e 7.62, além de lotes de granadas.

Operação e Prisões

O caso integra uma investigação de grande alcance que resultou na deflagração de uma megaoperação coordenada pelo MPBA e forças policiais. A ação focada em desarticular a rede de tráfico interestadual e lavagem de dinheiro resultou na prisão de 33 pessoas.

O cabo Deivison dos Santos Ferreira também figurava entre os alvos de mandados judiciais, mas ele já se encontrava detido preventivamente desde o mês anterior por determinação da Justiça Militar, em decorrência de outra linha investigativa que apura o desaparecimento de coletes balísticos de sua unidade de origem.

A defesa do acusado foi procurada e afirmou que ele nega categoricamente todas as acusações, ressaltando que provará sua inocência e demonstrará os esclarecimentos necessários no decorrer do processo judicial.

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