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Justiça Federal decreta prisão preventiva de investigados em esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Justiça Federal decreta prisão preventiva de investigados em esquema bilionário de lavagem de dinheiro

Redação Resenha News 24 de abril de 2026 2 min de leitura

A 5ª Vara da Justiça Federal em Santos (SP) determinou a prisão preventiva de investigados em um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro, atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF). A decisão representa uma reviravolta no caso, que havia tido desdobramentos recentes favoráveis aos investigados.

Entre os alvos da medida estão figuras públicas e criadores de conteúdo digital, além de outros envolvidos que seguem sob investigação. A nova decisão judicial ocorre após a apresentação de elementos considerados relevantes no avanço das apurações.

Mudança de cenário após habeas corpus

Anteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido habeas corpus, resultando na revogação das prisões. No entanto, com o aprofundamento das investigações e a análise de novas provas apreendidas, a Polícia Federal sustentou que surgiram fundamentos suficientes para justificar uma medida mais rigorosa.

Com base nesses novos elementos, a Justiça Federal entendeu pela necessidade de converter as prisões temporárias em preventivas — modalidade que não possui prazo definido e visa garantir a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.

Fundamentação da decisão

A prisão preventiva é uma medida cautelar prevista no Código de Processo Penal e pode ser decretada quando há indícios de autoria e materialidade do crime, além de risco concreto de prejuízo às investigações ou à ordem pública.

Segundo a avaliação das autoridades, os indícios reunidos até o momento apontam para a existência de um esquema estruturado, com potencial impacto financeiro elevado, o que reforçou a necessidade de medidas mais restritivas.

Próximos passos

Com a decisão, foram expedidos mandados de prisão que podem ser cumpridos a qualquer momento pelas autoridades competentes. A efetivação das prisões depende da localização dos investigados ou de eventual apresentação voluntária.

A defesa dos envolvidos ainda pode recorrer da decisão, buscando reverter a medida nos tribunais superiores.

Enquanto isso, as investigações continuam em andamento, com a expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias.

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